quinta-feira, 26 de maio de 2011

Maio!

Especificamente, 13 de maio! Há exatos 123 anos a corrente que unia o negro à exploração “caiu”. Caiu para atender os interesses de uma minoria que emergia, mas há de se reconhecer que vários foram os heróis para tal feito, anteriores e posteriores a tal data. Lembro-me de Zumbi, Mandela, Martin Luther King e todos aqueles que se fizeram e se reconheceram como POVO!

Viva a história de um povo, que embora passado tantos anos, luta diariamente para cortar uma corrente que foi transcrita através da lei Áurea. Nós, Negros, lutamos por aquela igualdade sonhada por Luther King e ancorada nas ideologias de Mandela. Somos descendentes de Zumbi, somos bravos, valentes, somos nobres!

Viva as religiões de matriz africana, o candomblé, os terreiros de umbanda, que sofrem tanto preconceito como os seus idealizadores em tempos de outrora. Viva às baianas do acarajé, os jogadores de capoeira, o ilê. Viva a todos os trabalhadores, oprimidos, explorados, pois “os gritos aflitos do pobre, os gritos aflitos de todos os povos do mundo no meu peito desabrocham. E em força, em revolta, me empurram para luta, me comovem!”

Sonho e luto para que nos próximos “trezes de maio”, o negro não seja culpabilizado e hostilizado por morar em favelas. Que as pessoas entendam que a história desse negro se translitera como história brasileira e portanto, história do povo brasileiro. Que não importa a tonalidade da pele, o que faz, onde reside; o negro é gente como a gente.

E em meio a frases minhas imersas na obra do saudoso Carlos Assumpção, ratifico aquela linhagem dos cadernos negros:
Zumbi é meu pai e meu guia
Eu trago quilombos e vozes bravias dentro de mim,
Eu, eu trago os duros punhos serrados
Serrados como rochas
Floridos como jardins!

Há Braços na Luta!