Mais um ano vai
chegando ao fim. 2011 foi nada diferente dentre todos os anos que pude
presenciar. O povo continua passando fome, a gente continua a discutir falsos
problemas, nossa educação entregue às hienas, e, o sistema exploratório cada
vez mais intensificado.
Mas todo fim ano surge
sempre os desejos de mudanças, de bater no ombro do outro e desejar feliz
natal, próspero ano novo, regado a um bom champagne, blá, blá, blá. Nada de
novo, DE NOVO!
Que em 2012 consigamos
entender o real caos que estamos inseridos. Que os bilhões investidos para
construção dos megaeventos (Copa do mundo e Olimpíadas) poderiam de fato
melhorar a vida dessa nossa gente. Todos os nossos impostos meus leitores estão
sustentando o maquinário elitista, a efetiva globalização do sistema
capitalista. Desejo que todos enxerguem que a política e as decisões tomadas
através dela estão descaradamente privilegiando a minoria, nossa democracia
está cada dia mais defasada!
A
violência urbana aumenta progressivamente, nossas matas entregue às lareiras
dos grileiros e posseiros, rios destruídos pela poluição, nosso alimento cada
vez mais tóxico. Porém, não da pra indignar-se pela metade, seletivamente, ou
melhor, apenas sustentado midiáticamente. As coisas devem ser mudadas de
maneira integral, é nisso que acredito. A conveniência que afeta o brasileiro tornam
a nossa emancipação cada vez mais complexa.
E que o nosso 2012 seja
sim, repleto de paz, amor, saúde e força, para lutarmos por tudo que venho
falado durante o ano. Que os milhares de moradores de rua, os famintos e o olhar lacrimejado/humilhado daqueles que pedem esmola nos faça entender que a igualdade e o socialismo se faz necessário e imediato.
É como diria Ana
Cláudia:
Se não abrires teus olhos
Se não tiveres a terra
Se não entrares na guerra
Começada por outras mãos
Tu serás sem duvidar
Mais um que a morte sugou
Olhando a vida passar!
Se não tiveres a terra
Se não entrares na guerra
Começada por outras mãos
Tu serás sem duvidar
Mais um que a morte sugou
Olhando a vida passar!
Nossa mudança há de acontecer. Feliz 2012 e que seja
inédito!
